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16/11/2017 11:41:36
Expectativa de vendas favorece criação de vagas de contratação temporária neste fim de ano

O estudante Daniel de Souza, de 19 anos, imprimiu cerca de 30 currículos e começou sua peregrinação pelas lojas de Barra Mansa e cidades vizinhas, objetivando conquistar uma oportunidade de emprego no comércio neste final de ano. Desempregado há seis meses, o rapaz busca um serviço temporário no varejo na época em que as lojas começam a reforçar suas equipes para as vendas de Natal. Pra sua esperança, a CDL (Câmara de Dirigentes Lojistas) de Barra Mansa estima que as vagas extras neste fim de ano devem aumentar em até 20%. Cabe ressaltar que boa parte desses trabalhadores consegue se manter em seus postos de trabalho ao final do contrato.

O mês de dezembro é considerado o mais lucrativo para o setor varejista e as vendas de Natal representam 30% do faturamento de todo o ano. O Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e a Câmara Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) cogitam a abertura de 51 mil vagas extras em todo o país e, de acordo com a Fecomércio, entre os segmentos, as lojas de calçados e acessórios demonstram maior intenção de contratação temporária (36%), seguidas por: livrarias e papelarias (20%); brinquedos (19%); floricultura e cestas (15%); chocolataria (15%); vestuário (11%); artigos para presente (11%); perfumaria e cosméticos (10%); eletroeletrônicos (8%); e joalherias (6%).

Para o presidente da CDL-BM, Xisto Vieira Neto, as contratações temporárias podem representar, não apenas uma renda extra, mas a oportunidade de reinserção ou, no caso do primeiro emprego, inserção no mercado de trabalho. Passamos por um longo período de mercado desaquecido, onde as empresas demitiram muito. Agora que, aos poucos, a economia está retomando seu fôlego, vejo grandes oportunidades para quem procura uma colocação efetiva no mercado. Muitas das vagas temporárias acabam por se tornar efetivas, pois o empresário não abrirá mão de um funcionário que, mesmo tendo sido contratado por um tempo determinado, se destaque. O nível de desemprego está alto, no entanto, as empresas carecem de bons trabalhadores, que tenham disposição e responsabilidade, pondera Xisto, aconselhando quem deseja transformar o freelancer em emprego fixo: Mais do que considerá-lo como emprego certo, trabalhe como se a empresa fosse sua, sendo proativo, produtivo, pontual, se dedicando de forma verdadeira ao que se propõe a fazer. Para bons profissionais, sempre existirá emprego.

Ainda de acordo com a pesquisa da CNDL, sobre o perfil do trabalhador a ser contratado, 55% dos empresários procuram profissionais que tenham até 34 anos de idade e 44% exigem pelo menos o ensino médio completo. Há uma preferência por mulheres: 52% dos entrevistados optam por contratar moças, enquanto para 27% dos empresários o gênero não importa. Quanto aos cargos em oferta, 51% serão preenchidos por vendedores; 15% por balconistas; 15% por ajudantes de estoque e serviços gerais; e 11% por caixas. Mais da metade (54%) dos comerciantes afirmou que faria as contratações até outubro, mas 21% deixariam para preencher as vagas em novembro e outros 17% em dezembro. E, atenção: 29% dos empresários afirmam que podem efetivar os funcionários após o período natalino. 

Foto: Nathália Azevedo

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